domingo, 5 de junho de 2011

Atenção "gasolineiros" quanto à filtragem da mistura com filtro de papel.

Comandantes, geralmente, a gente filtra a mistura gasolina/óleo depois de pronta, para que os resíduos não entupam a linha de alimentação do motor (tanque/carburador).
Eu observei quando fiz a filtragem da minha mistura, pela primeira com filtro de papel


que até certa quantidade (quase 1 litro) a filtragem foi razoável. 
Entretanto, o filtro de papel encharcou de óleo e não passava mais nada.
E se o óleo impregnou o papel, é sinal de que isso pode comprometer o percentual de óleo na mistura.
Por questão de cautela, adicionei mais 1 cm (seringa de injeção) de Motul na mistura.

Nesse caso, voltei a utilizar o meu velho sistema de embuchar com filtro de exaustor de fogão.



a ponta do funil,
para envasar a mistura pronta em garrafa pet de cor escura.



Outra alternativa seria utilizar a meia velha da "viúva".




também no bico do funil.

Fica aí, mais uma dica pros "gasolineiros" como eu!!!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O Brasil não deve nada em Aeromodelismo! - Aerocircus Joinville Manecojet 2011

Exponencial mecânico no canal do acelerador!!

Os carburadores dos motores movidos a gasolina possuem um arco de abertura diferente do mesmo arco de movimento dos servos.
Isso faz com que a aceleração do motor não seja proporcional ao movimento stick do acelerador, ficando este com um curso "de sobra" na máxima, ou "de menos" na lenta.
O uso do "travel adjuste" dos servos, no Tx, nem sempre resolve, ficando, ainda, a máxima com sobra de movimento do stick do acelerador.
Nos rádios mais sofisticados, há uma maneira de minimizar essa situação utilizando-se do recurso "exponencial".
Entretanto, a maioria dos modelos de rádio não tem esse sistema no canal do acelerador.

O que andei fazendo e resolveu o problema (ou minimizou bastante), foi fazer esse sistema de curva do arco de servo/borboleta do carburador coincidirem da maneira mais próxima possível: uso a boléia de menor arco (furo mais próximo do eixo do servo) e o segundo furo (considerando a posição do carburador voltada para a hélice) da aleta de linkagem do acelerador.


Stick do acelerador e trim do stick do Rx no meio, boléia no centro do arco de movimento do servo e movimento da borboleta do acelerador, também no meio do curso dela.

Para saber o meio do curso de movimento da boléia do servo do acelerador é só marcar onde começa e onde termina o movimento. Marca-se o meio desse curso. 

Tudo ajustado mecanicamente, é só ligar o motor e fazer o ajuste no menu "travel adjuste" diminuindo o percentual de movimento do servo no sentido máxima e, se necessário, no sentido da lenta.
A tela de exemplo é do sistema de rádio Spektrum Dx-7.

Tá meio técnico o tópico, mas lendo e fazendo, verão que não é complicado.


Alerta quanto aos dispositivos de monitoramento de energia de bordo!





Amigos Comandantes, uma especial atenção deve ser dada às informações que esses dispositivos nos fornecem, no que diz respeito ao monitoramento da energia consumida no sistema eletrônico de bordo dos nossos aviões.

Toda cautela é importantíssima!!!!!

A energia dos nossos sistemas se compõe de duas grandezas: a tensão (voltagem) que é medida em Volts e a corrente (amperagem) que é medida em Ampéres.

O que observei fazendo alguns testes em meus equipamentos foi que, embora esse monitores mantenham indicação de carga total da bateria, esta significa voltagem (tensão) e, na maioria deles, nada se refere à amperagem.

E mesmo mantendo a tensão nominal da bateria, ou seja, 4,8v - 7,2v - 11,1v, etc. o que nos importa para manter o sistema funcionando é a corrente que circula por ele (amperagem).

Exemplo: Meu Pulse XT está com o segundo monitor acima (Hextronic). A indicação dele, depois de duas tardes de voo está "full charge".

O sistema de bordo é uma bateria de LiPo de 7,2v com 2.200 mA.

Ok! Checando com um amperímetro, verifiquei que a tensão se mantém até um pouco acima da nominal (7,3v).

Porém, a amperagem está próxima do mínimo.

E aí, Comandantes, vem a famosa "pane de bateria" que nos dá aquela sensação de "Óh, não tá respondendo!!! Mas o marcador está com todos os led's acesos....."

Resumo da ópera, NÃO CONFIEM em sistemas de monitoramento de carga UTILIZANDO-OS APENAS, como ponto de referência, sejam as BATERIAS do tipo  LiPo, LIFE, A123, BIBIBI, BOBOBO E SEJA LÁ QUE cargas emitam.

Falo com propriedade de quem detonou um PA-18 por conta de pane de bateria. 

Em tempo: a) o dispositivo menos irregular que verifiquei foi o último. Esse estava mais razoável.

b) Ainda assim, se vai voar, não custa nada preparar tudo na véspera, mesmo que se tenha em mãos os detonadores, ops, digo, os carregadores rápido de baterias na caixa de campo (esses são mesmo uma maravilha!!! Pra reduzir drasticamente o tempo de vida útil delas!)