quinta-feira, 28 de maio de 2009

Regulagem da maioria dos motores Glow.

Partindo do pressuposto que a vela esteja boa, combustível de boa qualidade e não vencido e a hélice balanceada e no tamanho adequado para o motor, faz-se o seguinte:

a) Motor preso devidamente na bancada, feche a agulha de alta do carburador, mas sem arroxar para não danificar o alojamento e abra totalmente a borboleta do venturi do carburador;

b) Abra duas ou três voltas;

c) Dê partida (de preferência com starter, mas sem descansar a mão sobre o spiner);

d) Ajuste a alta fechando vagarosamente até perceber que ele "perde" o giro. Antes do motor apagar, retorne 1/4 de volta mais ou menos;

e) Fixada a alta e respondendo bem, desacelere o motor. Deixe funcionar por alguns segundos e acelere abruptamente.

e-1) Se o motor engasgar mas ganhar giro, vá fechando a agulha de lenta de 1/8 em 1/8 de volta e repetindo, a cada "fechada" a mesma operação, até o motor responder sem engasgar.

e-2) Se o motor apagar, faça o procedimento inverso, ou seja, abra a agulha de 1/8 em 1/8 de volta e repetindo, a cada "abertura" a mesma operação, até o motor responder sem apagar.

Esses procedimentos, geralmente, funcionam para os motores Glow de todas as cilindradas.

A cada mudança de marca de combustível, ou mesmo de percentual de nitro, é aconselhável fazer o "remaciamento" do motor para que este se adapte ao novo carburante.

Manter hélices devidamente balanceadas, ajuda a diminuir a vibração e, consequentemente, a vida útil do motor, aero, e eletronica do equipamento.

BONS VOOS!!!!

domingo, 24 de maio de 2009

O ENVELOPE DO AVIÃO

Cada avião, segundo seu "perfil", detém o que chamamos de "envelope" próprio.
Ou seja, se um aeromodelo é treinador, ele tem as características próprias dos treinadores e devem ser utilizados para tal finalidade.
O treinador padrão, normalmente, tem asa alta, perfil de nevura da asa plano-convexo (Albratoz) ou semi-plano (Sky Raider). Realizam as manobras básicas e algumas acrobacias elementares (looping, roll, tounaux e dorso).
Quanto mais leve o conjunto, melhor será o voo, planeio e o pouso.
Desta forma, um conjunto leve, trará maior rendimento ao aprendiz (manicaca) e, via de regra, mais celeridade ao aprendizado.
Exigir de um treinador acrobacias, voos ou manobras que não lhe é peculiar, é forçar toda a estrutura da aeronave, o que, com o tempo, fatalmente, terá como consequencia um acidente inesperado.
Já um acrobático, normalmente, tem asa baixa ou intermediária, perfil simétrico (Extra, Cap, Edge, Giles, Lazer...) mantendo a raiz mais larga com uma largura menor nas extremidades (asas trapezoidais) para que possam ser mais "flexíveis" aos comandos.
Essas aeronaves, necessitam de mais velocidade para o pouso (stoll - menor velocidade de sustentação - alto) o que requer do piloto maior habilidade para garantir decolagens, voos e pousos perfeitos.
Esses sim, para uma perfeita utilização do seu "envelope", podem até ser potencializados na tração para que manobras como o "torque roll", harrier's, roll's axiais e outras possam ser realizadas com "sobra" de potência no nariz, evitando uma famigerada "lenha" por falta de "motor".
Atenção também deve ser dada aos modelos "3D": Funtana, Twist, U-Can-Doo... que são modelos de formato, geralmente "gaiola" e que requerem motor mais potente; hélices de diâmetro maior e passo menor para realizarem manobras mais "fechadas".
Esses aviões, nunca devem ser usados em velocidade, sob pena de terem desintegradas as suas estruturas (gaiolas) em pleno voo. Seu "envelope" não detém a velocidade como aceitável.
Até a próxima! Silvinho Agostini